Publicado por: Felipe C. Guimarães | 08/02/2010

Seus barcos no mar azul.

“Você tem certeza que não quer conversar mais? “

A mensagem não foi rápida o suficiente, e então agora só tenho você para conversar comigo. O assunto é a vida e a ordem das coisas. Ou só vida. Podemos começar.

Eu não lembro quando comecei a pensar na vida como penso agora, mas não na vida em si, mas na idéia de estar vivo. O ato de viver e tudo o que ele representa. Estamos vivos porque respiramos, nos movimentamos, falamos? Talvez, talvez. Mas seria só isso? O que faz de você alguém vivo?

Eu sou o que faço, sou o reflexo das minhas ações e de acordo com isso dependo disso para ser visto como vivo. Quando paro de fazer coisas posso ser considerado morto. Tendo em vista que “não fazer nada” também conta como fazer alguma coisa.

Eu sou o que fui, sou o reflexo da idéia que represento na cabeça de qualquer um e de acordo com isso dependo da memória e do reconhecimento para ser visto como vivo. Quando não sou reconhecido ou lembrado posso ser considerado morto.

Ok, bons jeitos de se ver isso. Mas agora eu, o que será que me faz vivo? Eu acredito que estou vivo. Dependo da minha própria crença para ser visto como vivo. Quando deixo de acreditar posso ser considerado morto. E para mim todas as coisas são assim. Elas se alimentam de crenças, se alguém crê, alguém dá vida. Eu acredito que existe vida em tudo. “Então tudo pode morrer?” Bem, isso merece um parágrafo.

A idéia de morte é muito variável, como qualquer coisa aliás. Você pode estar morto para si enquanto está vivo para o mundo. O mundo te reconheceria vivo pois você respira e “tem vida”, mas você se consideraria morto pois não tem o que acha que precisa para viver, no meu caso se eu parar de acreditar que estou vivo, estarei morto. Mas do mesmo jeito que pode-se estar morto estando vivo, pode-se estar vivo estando morto. Muita gente acredita nisso aliás, quando se vai para o céu ou qualquer coisa religiosa desse tipo. Eu penso um pouco diferente, mas no fim acredito que é possível estar vivo estando morto, só é preciso acreditar nisso. Eu acredito que pedras ouvem o que eu falo, acho que não é muito espantoso que eu acredite que meu avô Alcides também me escute. Ou que a tia Zuleica exista na minha imaginação. A existência vai além de vida ou morte. Tudo existe. Seja na sua cabeça, seja na sua frente, seja longe de você.

Ainda é triste quando alguém morre. Até porque eu paro de acreditar em algumas coisas as vezes. Sei como é. Mas existe um fim para tudo. É natural. Não dá para fugir disso. Tudo que podemos fazer é respeitar o que cada um fez com o tempo que lhe foi dado, e agradecer por terem feito parte de nossas vidas. É como uma despedida, mas muitas vezes os agradecimentos são feitos sem o reconhecimento dos agradecidos.

Publicado por: Felipe C. Guimarães | 05/02/2010

Retreat! Retreat!

Nunca me senti tão idiota como me sinto agora. Além disso, sinto raiva e vergonha de mim. Estou cansado e decepcionado com toda a situação. Me perdi, perdi e fui perdido. A soma disso é igual a  “Sumirei”.

Adeus.

Publicado por: Felipe C. Guimarães | 04/02/2010

You know exactly what you gotta

Isso não é tristeza, não é esse o nome. Não é solidão também. É algo diferente de tudo que já aconteceu. Longe de todas as memórias, horas, frases, tudo.

Eu só sei meu nome. Quem está aqui do meu lado não é você, sou eu. Estou comigo nessa, vou até o fim comigo nessa, não desisto de mim nessa, não vou contra mim nessa, não sei quem sou nessa, só sei meu nome nessa. E essa é a última, ou parece ser. Parece?

Não faço mais sentido, deixei o sentido ir embora. Deveria ter vendido, não ganhei nada com isso. Cismo com isso, com isso tudo, continuo nessa. Não sei ao certo porque. Não sei nada certo aliás. Mas estou melhor do que antes, muito melhor aliás. “My mind is everything and everything is in my mind”. É tão simples, mas cismo em não me ajudar. Tenho que me ajudar. Mas só sei meu nome, não sei mais nada.

Mentira, ok, isso já diz que sei mentir, o que acaba de criar um número praticamente infinito de possibilidades e realidades. Isso é bom, eu sei o nome disso também. Mas enfim, acabei dando uma pausa enquanto estava escrevendo isso e agora estou sem saber o que estava a escrever. Até a próxima.

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