Durmo nesse mundo e acordo em outro. Não temos nada que prove que somos reais, nada que afirme nossa existência.
Que sejamos sonhos então, ou pesadelos dependendo do dia. Mas independente de bom ou ruim, alguns de nós devem permanecer próximos.
Durmo nesse mundo e acordo em outro. Não temos nada que prove que somos reais, nada que afirme nossa existência.
Que sejamos sonhos então, ou pesadelos dependendo do dia. Mas independente de bom ou ruim, alguns de nós devem permanecer próximos.
Publicado em Grandeza Escolhida
A lua amarela estava no céu ontem. Não sei se estava atrás dela me escondendo do espaço, ou se o espaço estava se escondendo de mim. Só sei que estava longe.
Longe.
Publicado em Amargura
Me despeço como quem vê uma nuvem se afastando, sem ser reconhecido, sem ser notado, sem ser. Adeus quase sem dono, não fosse o reflexo na mente. Adeus quase sem importância, não fosse a vontade de voltar.
Pulei sem paraquedas e nada de asas se abrindo, não me deram nada disso, e não fui capaz de conseguir sozinho. E agora? Agora já posso ver tudo mais perto do que nunca, acho que nunca me senti tão próximo de alguma coisa. Acho que nunca achei que iria. Abri os braços, vou abraçar tudo, segurar perto do meu peito. Alguma coisa tem que bater. Eu preciso.
Bateu, por um instante bateu, engraçada essa sensação. Tive que desistir do mundo para me aproximar dele, agora digo que sei. Mas agora ninguém ouve, e agora sou somente som, e se fosse imagem todos seriam cegos.
Me despedaço como quem cai em si mesmo, desapareço como quem não sabe onde caiu, desisto como quem não vê mais nada, desabafo como quem escreve para isso.
Publicado em Poesia (?)